Uma das primeiras histórias de Castle Rock e um clássico antigo de Stephen King, A zona morta é uma obra que parte dos poderes sobrenaturais para falar sobre coragem, responsabilidade e o desejo de salvar o mundo.
Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro ― nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não consegue se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?
“Em 1979, King não poderia adivinhar o quanto esse livro pareceria assustadoramente profético hoje, mas aqui estamos. A zona morta ― uma história tensa e bastante íntima sobre obsessão, intuição e puro horror ― tornou-se um sombrio espelho da forma como muitos de nós vivemos hoje, e sua relevância serve para consolidar ainda mais o status de King como um titã do gênero”
Leia a primeira página de A ZONA MORTA
"As duas coisas de que Sarah se lembraria mais tarde, sobre aquela noite, seriam a sorte que Johnny teve na Roda da Fortuna e a máscara. Mas, à medida que o tempo passasse, que os anos se passassem, seria da máscara que ela mais se lembraria — pelo menos quando se dispusesse a pensar naquela noite terrível.
Johnny morava em um prédio em Cleaves Mills. Sarah chegou lá às quinze para as oito, estacionou na esquina e tocou o interfone. Naquela noite eles iam no carro dela, porque o dele estava encostado na oficina do Tibbets, em Hampden, com a caixa de direção emperrada ou coisa parecida. Um conserto caro, Johnny lhe disse ao telefone, rindo logo depois à maneira típica de Johnny Smith. Sarah estaria aos prantos se fosse com ela — doeria no bolso.
Ela atravessou o foyer em direção à escada, passando pelo quadro de avisos. Estava sempre cheio de cartões anunciando motos, componentes de aparelhos de som, serviços de datilografia, apelos de pessoas que queriam carona para o Kansas ou para a Califórnia e de pessoas que estavam indo de carro para a Flórida e queriam caronas para revezamento no volante e ajuda nas despesas de combustível. Naquela noite, porém, o quadro estava dominado por um grande cartaz que exibia um punho cerrado contra um agressivo fundo vermelho que sugeria explosão. A única palavra escrita no pôster era GREVE! Estavam no final de outubro de 1970.
Johnny morava no apartamento de frente do segundo andar — na cobertura, como ele dizia —, onde podia ficar de smoking como Ramón Novarro, beber um bom gole de vinho Ripple em uma taça gorda e contemplar o grande e pulsante coração de Cleaves Mills: as pessoas saindo apressadas dos espetáculos, a confusão dos táxis, os letreiros de néon. Havia quase sete mil histórias na cidade. Esta seria uma delas."
Detalhes do produto
- Editora : Suma; 1ª edição (26 maio 2017)
- Idioma : Português
- Capa comum : 480 páginas
- ISBN-10 : 8556510337
- ISBN-13 : 978-8556510334
- Dimensões : 22.8 x 15.4 x 3 cm